20.1.15

Dos olhares que nos cercam




Não raro, nos deparamos com pessoas que tentam nos sabotar. Que tentam, com o maior prazer do mundo,  tirar o nosso eixo de equilíbrio.

Tempos atrás fui pega de surpresa por uma pessoa que se dizia amiga. E deu-se o caso. Amiga mesmo era amiga da onça. Sempre tentando bisbilhotar minha vida pessoal (isso tudo porque há muitos e muitos anos teve um namorico, desses de adolescente, com meu atual). Sempre querendo saber do meu relacionamento, da minha intimidade, das minhas vitórias e minhas fraquezas. Tudo isso com o acréscimo de meias verdades e achismos absurdos.

Até que cansei. Até que o boazinha foi morar em Istambul. Até que as palavras entaladas aqui dentro quiseram explodir. E não me aguentei, fui lá e falei, porque sou assim, sabe, deixo estampado na testa o que estou sentido. Se eu gosto de você, você irá perceber no primeiro segundo, se eu não gosto, também. Não sei fingir. Não sei ser outra pessoa que não eu mesma. Não nasci pra teatralizar, vestir pele de cordeiro. Mas a fulana sim. Magistralmente teatral. 

Depois de algum tempo, achando que o caso tinha encerrado, lá vai ela, mais uma vez, xeretar minha vida. Perguntas daqui, perguntas de lá, pra amigas, pra primas, pra sogra, com invencionices e cretinices ... e a vontade não faltou de esfregar o dedo na cara dela, falar poucas e boas, escuta aqui queridinha, cuida da sua vida, que por sinal, anda muito descuidada e todo aquele blá blá blá costurado no nervosismo.

 Foi aí que, no ímpeto da raiva, aquela que é amiga de verdade (e sempre tem, por mais difícil que pareça) me deu um sacode e um punhado de lição: Você vai até ela, descarrega uma metralhadora de mágoas, rancores, e sei lá mais o quê, enquanto ela vai se fingir de vítima (como sempre) e sair a boazinha da história. Você a bruxa má? As amigas dela vão acreditar em você? Não. E as tuas amigas precisam que você prove alguma coisa? TAMBEM NÃO. Vai mudar alguma coisa no teu relacionamento? Não. Então deixe pra lá. A vida se encarrega de colocar as coisas no lugar. E as máscaras, essas não duram pra sempre. Silencia e espera, que o tempo dela vai chegar.

Foi um bofetão que levei. Um bofetão que mudou muitas coisas de lugar. Mudei o meu olhar sobre algumas pessoas. Passei a abrir a boca e o bico só pra quem tá perto (e do lado de dentro). Aprendi que em cada dez olhares que nos cercam, cinco (no mínimo) são de inveja, maldade, de gente trapaceira, esperando o momento pra dar o bote. E que a felicidade gera inveja. E que mesmo você sendo boa com as pessoas, elas nem sempre devolvem na mesma moeda. 

Mas eu nem ligo, sabe por quê? Pra cada dez olhares do mal, sempre vai haver um olhar que devolve a tua paz. Um olhar que te devolve pro teu lugar de origem. Pro teu eixo de equilíbrio. Simples assim.

Talvez um dia a gente perdoe e esqueça.
Enquanto isso, a gente segue rindo.

(No camarote da vida, esperando o grand finale, comendo pipoca)
Que se há de ter muito bom humor pra suportar os dias e as pessoas más intencionadas.


PS: Vovó sempre dizia que a felicidade da gente desperta todo tipo de olhar, os bons e os ruins. Por isso se benze. E vai na fé.

2 comentários:

  1. "Então eu virei pra ela e falei assim: ah, nada, boba, também é assim, se der, bem, se não der, amém, toca pra frente...." (Adélia Prado)

    Cris, lindeza, tão bom ver você desaguando por aqui!

    Ainda bem que sempre existe um olhar de paz cuidando da gente!

    Que papai do céu abençoe você e toda a sua família.

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    Rio de Janeiro

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'Que seja doce o que vier. Pra você, pra mim.'